sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Fechando mais um ciclo




Hoje eu completo 30 anos. É só mais um ano de vida, mas confesso não ser tão parecido com os 29 anteriores. Talvez pela auto-cobrança de ter feito mais e ter alcançado maiores conquistas, ou até mesmo pela constante cobrança externa – a sociedade tem seu padrão estabelecido com patamares para cada ciclo da nossa vida.
Hoje eu fecho um desses ciclos. Apenas mais um. Asseguro não ter, nesse desfecho, muitas exigências pessoais, embora, entre tantas dúvidas, anseios e medos, acho que fiz pouco, muito pouco do que planejei.  O que planejei? Nada de extraordinário. Coisas comuns, mas que no dia a dia fui abrindo mão em detrimento de uma porção de outras coisas.
Aos 30 anos, para a sociedade, uma mulher precisa ter pelo menos, um casamento satisfatório, uma casa confortável, um filho (ou dois), um carro, uma profissão, ser magra e sempre passar um ar de que está tudo sob controle e, se não tiver, ter um analista para ajudá-la nisso.
Aos 30 anos “na vida real”, talvez a mulher tenha conquistado tudo isso, quase tudo isso ou uma pequena parte disso, porém, fechar esse ciclo com essas coisas “em ordem” não significa que ela esteja feliz.
Não sei se busquei em todo tempo essas coisas, mas algumas vieram naturalmente, outras estão acontecendo e outras são aguardadas de forma suave e tranqüila para esse novo ciclo que inicia hoje, com mais maturidade.
Enfatizo mais as coisas que aconteceram dentro de mim do que as de fora. Não são coisas materiais ou palpáveis, mas, para mim, são de extremo valor. É como a música do Toquinho, posso dizer que o futuro é uma astronave que tentamos pilotar... chega sem pedir licença, muda a nossa vida e depois nos convida para rir ou chorar... Acima de tudo, tenho buscado dar o comando dessa astronave a Deus e, continuando, como na música, a imaginar coisas no papel que se tornam possíveis, alimentando sonhos, fazendo com que a vida seja mais leve e mais colorida. Sabendo que Deus está no controle da astronave, ela terá um futuro certo e jamais “descolorirá”.
É assim que dou as boas vindas a mais esse ciclo da minha vida.
Rosana Leite

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