Amai os vossos inimigos, fazei o bem aos que vos aborrecem,
bendizei os que vos madizem e orai pelo que vos caluniam. Ao que te ferir numa
face, oferece-lhe também a outra. (Lucas 6: 27-30)
Ainda hoje, após anos de caminhada com Cristo, me pego
pensando na profundidade que existe nestas sábias palavras do Senhor Jesus
Cristo.
Ele nos instrui claramente a praticarmos o amor de forma
única. De forma que qualquer ser humano racional não faria.
Nosso instinto natural, os valores que observamos em nosso
círculo de amizades, nosso orgulho, nos levaria a fazer totalmente o oposto do
que Jesus diz.
Amar o meu inimigo? Mas como isso é possível? O cara quer me
derrubar, quer me ver mal, faz de tudo para me prejudicar. E ainda tenho que
amar um cara desse? Jesus disse que sim.
Como vou fazer o bem a quem vive me importunando? Vou ter
que fingir que não sei das fofocas? Vou ter que fingir que está tudo bem? E é
aí que está o grande ponto...
Obviamente que Jesus não nos pediu para agirmos de forma artificial,
ou apenas cumprirmos suas instruções de forma externa.
Jesus, em sua infinita sabedoria, nos instruiu a mudarmos
nossa atitude a partir de uma mudança interior. Através de uma nova perspectiva
de vida, mudarmos a percepção das situações que acontecem ao nosso redor.
Não adiantaria nada, você orar por uma pessoa que te faz
mal, apenas porque Jesus falou, porque se o SENTMENTO ainda for de ódio,
trata-se apenas de uma forma de você sentir menos culpado.
Porém, em termos de mudança interior, se nada mudar, não
adianta apenas fazer por fazer.
Essa talvez seja a grande dificuldade da maioria dos
cristãos de hoje em dia: mudança de entendimento.
Ao amarmos nossos inimigos, devemos fazê-lo em sinceridade,
com o coração sincero. Orando por aqueles que nos maldizem, para que eles
encontrem a paz de espírito e experimentem uma vida transformada também.
Oferecendo o outro lado da face, passando por cima do
orgulho, da mágoa , da falta de perdão.
O apóstolo Paulo nos ensina em Colossenses 3:14 que o amor é
o vínculo da perfeição.
E é neste vínculo que devemos manter o nosso olhar, para que
possamos agir em perfeição, assim como Cristo.
O verdadeiro amor de Cristo, se manifesta em nosso interior,
e partir dessa mudança, possamos expressá-lo na prática.
“Assim como uma vela acende outra vela e com esta milhares
de velhas podem ser acesas, da mesma forma um coração acende outro coração e
pode acender mil corações “ (Tolstói)
Paz e Alegria!!!
Marco Aurélio

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