Por Alexander Venter
A primeira vez que ouvi John Wimber ensinar sobre o “Código Genético da Vineyard”, foi numa Conferencia Internacional de pastores da Vinha em 1991. um pouco antes, ele havia começado a usar este termo para resumir aquilo no que a Vineyard cria. Isso surgiu de um contexto de certo distúrbio e da necessidade de clareza dentro do Movimento. De 1987 a 1990 os “Profetas de Kansas City” entraram para o Movimento da Vineyard e exerceram um impacto considerável, tanto no que diz respeito à benção quanto a controvérsias. Porém, em 1990, John Wimber disse: “A Vineyard conheceu os profetas, agora é o momento dos profetas conhecerem a Vineyard”. Assim, de uma forma enérgica, começou a dar perspectiva e direção ao “profético” e a “podar a vinha”, conforme ele mesmo declarou. John corrigiu, biblicamente e, disciplinou vários profetas e voltou a afirmar o que, fundamentalmente, era a Vineyard.
O enfoque de John era que a ênfase e mesmo o ministério profético, e qualquer outro, tanto passado quanto futuro, deveria encaixar e encontrar o seu lugar “no principal e no básico”, de quem somos e o que fazemos como Vineyard. O significado disso se encontra no “Código Genético” que estava na semente original da Vineyard, quando esta foi plantada pela primeira vez. É exatamente este código genético o que faz de nós quem somos como Vineyard. John usou o termo de forma generalizada em reuniões formais; quando se adotava como Vineyard alguma comunidade vinda de outro Movimento ou de Denominações; ou quando se ordenava um pastor; ou ainda quando se oficializava uma “plantação” como uma comunidade oficial da Vineyard.
Os dez aspectos seguintes devem caracterizar qualquer comunidade local da Vineyard. Ainda que John os tenha colocado numa ordem especial quando nos apresentou isso pela primeira vez, tomei a liberdade de coloca-los numa ordem que reflete logicamente nossos valores, prioridades e práticas. John, deliberadamente, não deu referencias bíblicas. Sua intenção era que permanecessem como um resumo dos dez aspectos fundamentais da Vineyard.
Ø A ADORAÇÃO. É a nossa mais alta prioridade – não se trata apenas de cantar. Por outro lado não é menos que isso. Tem a ver com a adoração habitual corporativa que, na sua origem, é pessoal, íntima e não manipuladora.
Ø GRUPOS PEQUENOS. Dizem respeito a estrutura básica da igreja. É o lugar de pertencimento, relacionamentos, abertura, crescimento, discipulado e prática de ministério.
Ø DONS ESPIRITUAIS. Estão em cada crente, assim devem ser identificados, provocados e exercidos para o bem comum.
Ø CAPACITAÇÃO. Fundamental a nossa existência como igreja – “equipar os santos”.
Ø SINAIS E MARAVILHAS. Características normais e habituais da vida da igreja – para praticar o ministério de compaixão e poder, em função de curar enfermos e quebrantados expulsar demônios e fazer as obras sobrenaturais de Deus. Naturalemente sobrenatural.
Ø MINISTÉRIO AOS POBRES. Muito importante e essencial para Deus e para o Movimento da Vinha – devemos exercita-lo como prática normal e constante de misericórdia e compaixão, tornando-o visível no alimentar, vestir, ajudar e servir.
Ø EVANGELISMO. É um chamado para todo crente – trazer outros a Cristo mediante amizade, encontros de celebração.
Ø OUTRAS COMUNIDADES LOCAIS. Outras igrejas – se deve amar, respeitar e trabalhar com elas. Isto se deve, exclusivamente, pelo fato de sermos parte do único Corpo de Cristo.
Ø PLANTAR IGREJAS. Esta obra está no coração do chamado da Vinha. Cada comunidade deve ter uma visão para crescer, multiplicar-se e tocar outras partes do mundo. John Wimber sempre dizia que a melhor forma de evangelizar é plantar uma nova comunidade.

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